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terça-feira, 23 de agosto de 2016

{A Conquista do Amor}
Os Deuses do Olimpo se erguem,
E ao ver quem se aproxima, se curvam,
Diante de tal feito e conquista inigualável.

Os céus celebram a sua chagada,
Os anjos o recebem com salvas e louvores.

A árvore da vida celebra seus novos frutos,
O Deus supremo ao ver, parece não acreditar,
Deixa cair uma lagrima de emoção,
Onde a esperança enfim se renova.

Os poetas em seu reduto sagrado
Se inspiram, escrevem sem parar,
Sonetos, poemas e cartas,
Tudo para que tal fato, seja lembrado pela eternidade.

E ao adentrar os portões do reino dos amores
Com sua Afrodite, flutua pelos longos campos da alegria,
Segura em seus braços sua conquista e lhe corteja como se fosse este
Seu ultimo dia.

E tendo sol e lua como testemunhas
Vive intensamente seu grande e verdadeiro amor.
Anestesiando corpo e alma
Para que seu coração sinta e viva
O eterno momento em que se encontra sua vida.

Amar é sublime, é o majestoso momento de duas almas
Que se unem e sentem o que poetas tentam descrever com palavras,
E fazem da vida um lindo soneto.
Cantado aos quatro ventos.


Pablo Danielli

sexta-feira, 22 de julho de 2016



[5.]

Homem,
Cuja alma podre...
Exala odio e certezas.
Ser, cujas palavras,
São apenas sujeiras.
Reflexo do que os olhos,
Incapazes enxergam.
Toma como certo a morte!
E apodrece no teu intimo...
Enquanto a noite passa,
Querendo se esconder do dia.


Pablo Danielli

sexta-feira, 15 de julho de 2016



28.



Qual a dor

Que cala teu coração? Qual a escolha

Deixa tua noite sem sono? As sobras do tempo...

As sombras do tempo... Ilusões distribuídas na cama. Sonhos que sobrevivem,

Em pequenos apartamentos. Olha pela janela

E enxerga o amanha. Deixa o passado sair, Sem rumo...

Porta a fora.


Pablo Danielli

quinta-feira, 14 de julho de 2016



[8. ]

Pessoas caminham 

A cidade frenética, 

Não para! 

A vida e a morte... 

Não param! 

Em meio à solidão 

Na multidão. 

Num instante de reflexo...

Reflete teu ser, 

Na bosta, do cão!

Brota a poesia, 

Na confusão! 




Pablo Danielli

quarta-feira, 13 de julho de 2016

(Nem tudo)

Nem tudo que falo é verdade,
Mas nem tudo que sinto é mentira!
Nem tudo que vejo é belo,
E nem tudo que ignoro é cinza!
Nem tudo que ouço é doce... 
E nem tudo que passa é atoa.
Certas coisas deixam um pedaço,
Certos momentos deixam um rastro...
Um caminho.
Para quando olhar para trás perceber,
Que existe sentimento...
Mesmo quando se parece estar,
Sozinho.

Pablo Danielli

segunda-feira, 11 de julho de 2016

sexta-feira, 8 de julho de 2016

(Ciranda)

Você sente
Disfarça, canta e encanta!
Esconde a tristeza 
Corre da solidão,
E lamenta a falta
Da esperança.
Tenta se apaixonar
Jura não chorar,
Entrega seu coração
Mas foge da emoção.
Joga ciranda
Faz os olhos brilharem
Finge-se de forte,
Faz papel de ingênua.
Mas continua sendo 
A saudade buscando 
Um porto, um abrigo,
Para descansar o coração. 
E poder se perder 
Em largos sorrisos,
E alguns momentos
A razão.


Pablo Danielli

quinta-feira, 7 de julho de 2016

{Lembranças}
Eu disse...
Mas não escrevi.
Eu falei...
Mas não anotei.
Eu vivi...
Mas não senti.
Um vazio,
Que se diz cheio...
De arrependimentos.


Pablo Danielli

quarta-feira, 6 de julho de 2016

(Sensibilidade bruta)

Chora pobre miserável
Por tua pouca sorte de nascer condenado,
Se não por correntes, por mãos que se dizem justas. 
Por migalhas de sentimentos,
Por um luxo chamado vida. 
Reclama sobre o jornal úmido 
Declamando seus grunhidos. 
Esquece-se do gosto do pão
Perde teu desejo por água, 
Mendiga olhares tristes
De poucas almas cinza,
Que insistem em não lhe ajudar. 
Não sabe mais, qual é tua imagem?
Não sabe mais, o que significam tuas palavras?
Perdeu o tato e a sensibilidade bruta que te doma,
É desespero de não poder mais sentir, a flor!
Em forma de esperança que, como pétalas, 
Arrancaram antes mesmo de brotar, dentro de ti.


Pablo Danielli

terça-feira, 5 de julho de 2016

Caminhos tortos

A vida é como as margens de um rio e nós somos de certa forma a água que o preenche, somos levados por diferentes caminhos, sendo hora em momentos calmos e em outros tantos, cheios de pedras, quedas e sujeiras.

Conforme vamos avançando, tomamos espaços e lugares, em certos momentos e não raramente podemos nos juntar a outros rios, ganhar força, ficarmos maiores. Em tantos outros continuamos seguindo sós, aumentando ou diminuindo nossa capacidade, nosso volume conforme as margens nos permitem ser.

Quando somos influenciados pelo que nos cerca, podemos transbordar ou apenas secar. Durante este trajeto, as margens nos permitem ver cidades, pessoas, florestas, servir de fonte ou apenas descarte.

Um rio sabe onde nasce, mas não sabe aonde vai desaguar, pode ser uma represa ou um oceano, tudo vai depender do que as margens da vida nos reservar.



Pablo Danielli

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